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Teorias da Administração Pública


Porgeovana- Postado em 25 agosto 2011

 

Robert B. Denhardtnasceu em Kentucky, em 1942. Ph.D. em Administração Pública pela Universidade de Kentucky em 1968. Denhardté mais conhecido por seu trabalho em teoria da administração pública e comportamento organizacional, especialmente de liderança e mudança organizacional. Desenvolveu um novo modelo de governança que salienta a necessidade de envolver os cidadãos na governança de suas comunidades. Ele ensinou na Universidade de NewOrleans, da Universidade de Kansas, Universidade de Missouri, Universidade do Colorado, e da Universidade de Delaware. Atualmente, é o Professor DenhardtLincoln de Liderança e Ética, Directorda Escola de Assuntos Públicos da Universidade do Arizona, e professor visitante da Universidade de Delaware. Publicou 19 livros.

Os capítulos 4, 5 e 6 do Livro Teorias da Administração pública (ed.CENGAGE, 2011) tratam da evolução das teorias da Administração pública. Inicialmente focados num modelo racional, os teóricos negavam o papel político da administração e emprestavam relevo a efici6encia como objetivo e valor máximo da administração. Simon traduz esse pensaamento:

—“A teoria da administração está interessada em como se deve construir e operar uma organização para que ela realize com eficiência seu trabalho”.- HerbertSimon

Um dos críticos desse modelo, apontado por Denhardt foi Robert Dalh. Dahl(1947, p. 4) levou sua análise um passo adiante, sugerindo que o capitalismo nos impeliu a “um esforço de organizar o processo produtivo em linhas racionais” e que esta abordagem havia sido aceita por muitos teóricos de organizações, para quem a criação de estruturas lógicas, racionais era sumamente desejável. Mas, segundo Dahl, a adesão a este modelo racionalista faz ignorar o fato de que os seres humanos nem sempre agem em termos racionais ou mesmo se comportam da forma mais eficiente no contexto de estruturas racionais. Assim, “não podemos lograr uma ciência [da administração], criando no ‘homem administrativo’ mecanizado um descendente moderno do homem racional do século 18, cuja vida existe somente nos livros de administração pública e cuja atividade única é a estrita obediência às ‘leis universais da ciência da administração’.

O humanismo na organização foi um movimento que reagiu ao modelo racional. —Neste modelo o INDIVÍDUO é participante ativoda vida social que exerce um papel fundamental com suas necessidades, intenções e autoconceito. Sentimentos e desejos individuais têm prevalência - valores humanos podem receber prioridade em relação a valores da organização.—Estilos mais abertos e participativos de administração resultam em trabalhadores mais satisfeitos e mais produtivos segundo os teóricos como Argyris. —Reconhece as complexidades da motivação humana. —Sistemas cooperativos dependem da participação do indivíduo e que os anseios e vontades do indivíduo tem que ser satisfeitos para que ocorra a cooperação.  Se as motivações são atendidas há cooperação. A preservação da organização depende menos do design e mais da motivação. Para entender a motivação deve levar em conta a organização informal. Para a teoria humanisma —a chave é a cooperação - satisfações psicológicas - buscar técnicas mais eficazes de relações humanas. —Uma abordagem mais sadia começaria como entendimento das tendências ou proposições básicas de crescimento e desenvolvimento dos indivíduos; a administração procuraria, então , fundir essas tendências com as demandas da tarefa organizacional.— O compromisso com aprendizagem, porém, implica uma relação que envolve significados compartilhados e eleva a possibilidade de se criar condições, não apenas de confiança, abertura, auto estima, mas também de comunidade. 

A década de setenta foi marcada pelos teóricos da Nova Administração Pública(NAP). —Mais a descoberta de anomalias no modelo tradicional do que um novo modelo. —A perspectiva de Minnowbrook- Simpósio acadêmico realizado em Nova Yorque, reuniu os jovens cientistas da administração pública, publicaram TOWARD A NEW PUBLIC ADMINISTRATION. —Nasceu um movimento com tendências esquerdistas, mas menos radical do que todos os nascidos nessa época. —Apenas adaptações de demandas mais gerais por relevância, equidade e participação, nada que desafiasse os padrões da época. Perturbadoras por não conseguirem dar respostas. SObre a dicotomia entre  —Política x administração,  foram dissipados pela afirmação que os administradores DEVIAM fazer política. —A acusação típica da NAP era que a administração publica enquanto campo de estudo era muito pratica e pouco relevante. —Objetivo era recuperar a relevância da administração para o sistema político.—A administração publica não e meramente instrumento de execução das politicas publicas, mas e decisiva para a maneira pela qual o publico vê o mundo - particularmente o mundo político-e seu próprio lugar nele. —Exercem papel significativo na montagem da agenda publica e ajuda a estabelecer valores para a sociedade. Está no coração da politica. Criticavam o valor da eficiência que se sobrepuha a participação e equidade nas teorias tradicionais da administração. —"O propósito da administração pública é a redução do sofrimento econômico, social e psiquícoe a melhoria das oportunidades da vida para quem é parte interna e externa da organização” ToddLaPorte(1971,p. 32) A equidade envolve um senso de fairnessou justiça - especificamente a correçãodos desequilíbrios na distribuição de valores sociais e políticos.

A escola da Nova Gestão Pública (NGP) —foi marcada por estudiosos atraídos para o campo mais geral da política pública ou da análise da política pública, como forma de compreender o papel das organizações públicas na expressão dos valores sociais. —Ao invés de imaginar que a administração está separada da política, a perspectiva da política pública confirma que os membros das organizações públicas exercem papel importante na formulação de políticas e que eles continuam a das forma às políticas, por meio de seus esforços de implementação, mesmo depois que as políticas foram enunciadas pelo legislativo, executivo ou judiciário. —Críticas que os cientistas políticos tinham negligenciado os problemas sociais, os mais conservadores achavam que estes deveriam oferecer um modelo de governo materia-primapara um ciência política renovada, nos dois casos a ciência política tradicional era acusada de estar excessivamente preocupada com as instituições de governo e comportamento de seus atores governamentais. Os valores da responsividade e eficácia, participação ganharam relevo. —Fenômeno mais interessante das últimas décadas é apontado como a abertura do processo de tomada de decisão das políticas públicas para múltiplos interesses, organizações e repartições públicas, desde ONGs a grandes organizações internacionais como a OMC. —Razões: Caráter mais fluido do mercado, globalização, criaram novos problemas e novas pressões. —Devolução das responsabilidade de serviços tradicionalmente governamentais para ongs e os avanços na tecnologia de informação facilitaram a difusão de informações a um grande número de grupos, pessoas e organizações.

A —Última orientação pela política pública: funde análise e implementação, econhecendo ser fundamental inserir desde a formulação os meios, estruturas e caminhos para a implementação. —Nova Gestão Pública - no Brasil - —Administração Pública gerencial tem raízes em desenvolvimentos práticos na administração - reinvenção do governo - com ligação conceitual com a publicchoice. —A crise fiscal de 1970 levou a uma série de esforços para produzir um governo que funciona melhor e custa menos. —Medidas de austeridade fiscal, produtividade pública e mecanismos alternativos para prestação de serviços - terceirizaçãoe privatização. Marcado pelo —Racionalismo econômico. —Melhor exemplo-Nova Zelândia - privatizou as funções públicas substanciais.Mensurou produtividade e desempenho compromisso com accountability.

 

—10 princípios da NGP:
—1. governo catalisador 
—2. Governo próprio da comunidade - empoderaro cidadão melhor do que servi-lo
—3. Governo competitivo
—4. Governo dirigido por missão
—5. Governo orientado por resultados
—6. Governo voltado ao consumidor
—7. Governo empreendedor
—8. Governo previdente
—9. Governo descentralizado
—10. Governo orientado pelo mercado
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de BillClinton e AL Gore, iniciou um esforço maciço para melhorar o desempenho do governo. NationalPerformancReview- sob os princípios da reinvenção. —Justificação intelectual - escolas de políticas públicas em todo o mundo.- Nova Gestão Pública e o movimento gerencialistaem tem marcado a administração pública em todo o mundo.
As cinco crenças fundamentais do gerencialismo:
—1. O principal caminho para o progresso social depende da conquista de aumentos contínuos na produtividade definida em termos econômicos;
—2. Este aumento de produtividade advirá principalmente da aplicação de tecnologias cada vez mais sofisticadas.
—3. A aplicação dessas tecnologias somente pode ser lograda com uma força de trabalho disciplinada em sintonia com o ideal da produtividade.
—4. A gestão é uma função organizacional separada e distinta, uma função que exerce um papel crucial no planejamento, implementação e mensuração das melhorias necessárias à produtividade;
—5. Para cumprir este papel crucial, deve-se dar aos gestores um "espaço de manobra razoável' (isto é o direito de administrar) (POLLIT, 1990, pp2-3)
—A Nova Gestão Pública advoga tecnologias administrativas como serviço ao consumidor, a contratação com base em desempenho, competição, incentivos de mercado e desregulamentação. —Abordagens: privatização, competição, mensuração de desempenho, planejamento estratégico.
Os principais problemas apotados por Denhardt : —Ele implica que os participantes podem servir ao interesse público simplesmente concentrando-se sobre seu autointeresse. —Não foca em tentar descobrir um interesse público geral e colaborar para a sua realização. —Governo voltado para o consumidor - representam preferência por um governo que, em última análise, responde aos autointeressesde curto prazo de indivíduos isolados (consumidores), em vez de um governo que apoia a busca dos interesses públicos publicamente definidos, por meio de um processo deliberativo (cidadãos). —Dirigentes empreendedores estão dispostos a infringir regras e tornam-se dificeisde controlar, ameaçam a acoountability. —Vai contra uma longa e importante tradição em busca da accountabilitye da responsividadena administração pública democrática. —Nega ao público um papel na determinação do dispêndio de fundos públicos e do design de programas públicos. —Deve-se tratar o dinheiro público como se fosse verdadeiramente público.
—Queremos realmente que nossos governos sejam comerciantes de rua? Ou que promovam um conjunto de princípios e ideais que são inerentes à esfera pública? —Governo empreendedor - maximizar a produtividade e eficácia - faze-los pensar como donos - retira os processos institucionais estabelecidos ou os esforços grupaismais lentos e mais hesitantes , porém mais envolventes e mais democráticos.
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